Minhas Vidas Passadas

A gente tava no meio da mudança para a minha 6ª casa aqui em Londres quando a Bruna, que estava me ajudando (eternamente grata, te amo!), virou e falou “Já estamos em dezembro, acredita???”

Acredito.

Mas é claro que eu acredito.

Eu sinceramente não reconheço a Larissa de janeiro de 2018.

A Larissa que chegou em Londres em setembro de 2015 não imaginaria que eu ainda estaria aqui. Ela achava que ia voltar pro Brasil continuar na vida de advogada\juíza – tolinha!!!

Às vezes eu ainda me reconheço na Larissa que começou a faculdade de Design e trancou sem ao menos dar a chance de dar certo – esses meus impulsos loucos de acabar com tudo e sair correndo.

Às vezes, também, me reconheço na Larissa da faculdade de Direito – a teimosia e a demora pra aceitar que uma coisa que não vai dar certo.

A verdade é que muita coisa aconteceu pra eu chegar até aqui – no dia 3 de dezembro de 2018.

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Eu sempre fui uma pessoa muito nostálgica, mas nunca olhei isso como uma coisa negativa, sempre amei olhar pra trás com carinho, passar horas olhando meu pendrive (não adianta. eu não consigo me render ao cloud, onedrive, …). Sempre gostei de relembrar com carinho a minha história e tudo que eu já passei.

A Larissa de 2008, que tinha duas lindas casas com piscina, que ganhou de aniversário de 15 anos uma viagem pra Disney, que o maior problema da vida era ser obrigada à jantar no Outback e perder um episódio de Rebelde – ela ficaria surpresa com o tanto de coisa ia acontecer nos próximos 10 anos.

Como a minha vida virou 360 graus, depois deu uma chacoalhada, e ai depois sacudiu mais um pouquinho.

Eu não preciso ir muito longe. Esse ano começou comigo fugindo de um trabalho (no sentido literal da palavra – eu realmente fugi), estava sendo maltratada porque não sabia cortar abacate direito (cozinhar nunca foi meu ponto forte).

Eu tinha acabado voltar de uma temporada de “recarga” no Brasil. Voltei pra lá pra me recuperar depois de perder meu avô, lidei com transtornos alimentares, fim de amizades, confusões familiares, e um trabalho tóxico que não me acrescentavam em nada.

Voltei pra cá sem nada, a única coisa certa que eu tinha era o Flat 7 e a minha Chiarita. Eu nem sabia se ia continuar mesmo aqui. Eu sentia que eu tinha que voltar pra cá, que tinha algo me esperando… Eu costumava falar “se nada der certo até o meio do ano, eu volto pro Brasil”.

No final de fevereiro eu arrumei um emprego em que eu encontrei pessoas muito bacanas, e que mesmo sem elas saberem, elas me ajudaram muito à reencontrar a Larissa que eu estava sentindo falta.

Não demorou muito até as energias se atraírem e a Anja Juliana entrar no meu caminho  e ajudar a a chacoalhar minha vida em 360 graus de novo – da melhor maneira possível.

É claro que eu acredito que estamos em dezembro de 2018. Olha quanta coisa já aconteceu, e ainda nem acabou!

Esse foi um ano incrivelmente desafiador, passei por coisas que nunca imaginei passar – no melhor & pior – sentido possível. E hoje, mais do que nunca, eu vejo como cada pedrinha no meu caminho, cada freio e cada curva, como tudo valeu a pena.

Tudo o que eu passei contribuiu para a pessoa que sou hoje. Tenho muito orgulho de toda a minha trajetória, cada lágrima e cada sorriso ajudou à formar a Larissa de hoje, que sabe muito bem que não tem nada que eu não possa superar – é que verdade aquela história de que tudo dá certo no final 🙂

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15.10.17

texto que postei no instagram, no dia em que meu avô deixou partiu para o plano espiritual:

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“É tudo uma questão de segundos: da mesma maneira que a vida se inicia de um segundo para o outro, a vida termina de um outro para um segundo.
E foi num desses segundos aí que eu perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida. E foi um desses segundos que a minha avó, a minha mãe, as minhas tias, os meus tios, os meus primos, perderam essa pessoa que nos formou.

Cada pedacinho nosso, tem um pedacinho dele. Porque cada pedacinho nosso, tem um pedacinho da nossa família. Porque mesmo não estando sempre  presente fisicamente, nós trazemos sempre a família para cada segundinho da nossa vida –  mesmo inconscientemente, eles estão sempre aqui com a gente.
Isso não muda quando eles partem desse plano para um (bem) melhor – eu vou sempre levar o meu avô aqui para cada segundinho da minha vida, vou sempre carregar cada ensinamento, cada desensinamento dele, cada molecagem dele, vou sempre levar comigo o jeito trabalhador dele, o jeito guerreiro.
A presença dele vai ser para sempre sentida em toda a linda família que ele construiu com a rainha que eu tenho o orgulho de chamar de avó.
Cada um de nós teve uma tremenda sorte por termos alguém como ele para poder chamar de avô (ou de pai, ou de marido, de primo, de tio) e é nisso que precisamos focar em um momento tão difícil quanto esse: que foi uma benção ter caminhado ao lado dele nessa vida, que foi lindo vê-lo viver como meu avô, e que por mais que isso não vá acontecer de novo nessa encarnação, vai ser sempre uma linda memória que vou ter para sempre, um orgulho, um carinho e um amor infinito.
Para sempre o nosso amuleto da sorte.”

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Como Se Tornar uma Au Pair

Volta e meia eu recebo uma mensagem de alguém me perguntando é o processo para se tornar uma au pair, então acho que é uma boa ideia de post falar sobre isso nean…. Então ok, vamos lá.

Antes de qualquer coisa,

** O que é Au Pair ?? **

Apesar de muita gente (quase todo mundo) ter uma mania que me irrita um pouco de chamar de babá. O que não é verdade, nem na teoria e nem na prática.

Para você ser au pair, primeiramente, você tem que ser um estrangeiro no país de atuação e ter entre 18-29 anos. A ideia é contratar jovens para ajudar a cuidar dos seus filhos e, ao mesmo tempo, com uma enriquecedora troca cultural. Não é para ser um trabalho full time, apesar de existir algumas (muitas) famílias que se aproveitam da ingenuidade de algumas meninas. Os finais de semana devem ser livres como um pássaro, mas alguns babysittings normalmente são incluídos no esquema e eles podem ser durante o fim de semana, mas eles devem ser programados com uma certa antecedência.

Eu vou me referir à ‘au pair’ como uma menina, mas pode sim ser au pair homem, apesar de eles não serem a maioria.

Continuando, a proposta é que a au pair seja tratada como um membro da família (apesar de isso não acontecer em todos os casos – cofcof), ela mora na casa da família, tem o seu quarto e banheiro próprios e tudo mais.

Por não ter que pagar nenhum tipo de conta (ex.: aluguel, luz…) não recebem nenhuma fortuna extraordinária. Recebem o suficiente para viver uma vida social confortávelzinha, com alguns perrengues aqui e ali, mas ok.

O salário nem se chama salário, se chama ‘pocketmoney’ (significa mesada) e normalmente é pago semanalmente. Mas pode ser combinado com a host family.

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annndd,

**  Como se tornar uma Au Pair **

A grande maioria das au pairs (não faço ideia de como é o plural de au pair) que eu conheci arrumaram suas famílias pelo mesmo lugar que eu:

Um site chamado aupairworld.com – que é basicamente uma rede social em que as au pairs criam o seu próprio perfil, e as host families criam os seus perfis, e lá você é contatado pela família ou o contrário, e ai rolam as conversas, entrevistas por skype etc.

Não, não tem nenhum intermediário nesse site, é você por você mesma. Na cara e na coragem mesmo (…hehe…). O máximo que esse site oferece são váaaarias dicas sobre esse mundo, então se você tem alguma dúvida, existe uma grande possibilidade de esse site ter a resposta para os seus problemas. Mas você pode me perguntar também 🙂

Na segunda família que eu trabalhei, eu arrumei em um site de anúncios chamado GumTree, mas acho que só vale a pena como opção para quem já está no país onde vai ser Au Pair.

Para ser au pair nos EUA é outro esquema, tem que ir por agência mesmo, eu já conheci umas meninas que foram pra lá e amaram! O esquema de agência tem um lado positivo bem grande porque é um sistema de ‘match’, a agência analisa qual é a família que tem mais o seu perfil, eu já ouvi histórias muuuito fantásticas de meninas que arrasaram por lá.

Mas também tem um lado chatinho que é o de não poder escolher exatamente qual lugar dos Estados Unidos você gostaria de ficar, a prioridade mesmo é fazer uma combinação boa entre famílias, e não entre o estado dos Estados Unidos que você vai ficar.

Para ser au pair na Europa eu realmente não sou a melhor pessoa para te dar dicas nesse assunto, porque como eu tenho passaporte europeu, eu pulei todas essas etapas burócraticas e, literalmente, “só cheguei” em Londres. Eu até dei uma pesquisada nos sites pra poder falar aqui, mas acho que é mais justo/ético eu colocar o link do site que eu achei mais completo:  esse site aqui mas, claro, faça sua pesquisa.

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A minha experiência, no geral, foi bastante positiva. Eu trabalhei em duas famílias diferentes no período de mais ou menos 1 ano e 3 meses, e gostei muito e foi muito importante para mim. Mas eu tive uns momentos beeem complicados, eu e a segunda família não tivemos a menor conexão e foi uma experiência até meio que traumatizante… Mas isso é história pra outro post.

Eu conheço várias histórias que não deram certo, mas também conheço várias que deram, então por isso que eu sempre falo que tem que pesquisar muito, tem que tentar conhecer&entender a host family o máximo possível antes de se comprometer com qualquer coisa, e por isso, também, que ter um contrato é sempre bom, para não rolarem mal entendidos, sabe?

O lado mais positivo de ser au pair é a flexibilidade nos horários, o trabalho ser relativamente tranquilo, e é uma excelente maneira de conhecer a cultura, a cidade e de fazer amizades – as amizades mais fortes de Londres que eu tenho, são as da época de au pair.

Então é isso, sintam-se à vontade para me perguntar qualquer outra coisa.

Um beijo e um queijo 🙂

LondonNiversary

Dois anos se passaram desde dia que embarquei no avião que me levou pela primeira vez à europa, pela primeira fora de casa, pela primeira vez longe dos meus pais e família.

Deixei um país caótico para resolver o caos que estava na minha cabeça nesse país.

E como já diria aquela música do Cidade Negra, você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui, e francamente, vocês não sabem mesmo.

Cada perrengue, cada drama, cada cilada…

E agora eu posso bater no peito e dizer aquele velho ditado que diz que a gente só cresce fora da zona de conforto – e coloca “fora” nisso.

Eu aprendi a ver a vida com outros olhos.

“Sair” da situação para enxergá-la de fora, como um todo, é um dos melhores conselhos que eu posso dar para qualquer problema que você possa vir a ter. Mas essa “saída” nem sempre precisa ser física, ok? Hehe.

Porque quando a gente está dentro da bolha do problema, a gente deixa passar detalhes importantes e deixa de dar valor à coisinhas essenciais… Então, sempre que der, dê um passinho pra trás e abra bem os seus olhos.

Porque agora sim eu posso ver que cada coisa que já aconteceu comigo me levou a ser a pessoa que sou hoje, me levou a ver que nem sempre a vida vai ser fácil, mas ela é sempre linda, do seu jeitinho único e esquisito.

Dois anos se passaram e agora eu sei o que eu quero fazer da minha vida (ao menos no aspecto profissional, hehe), e quem me conhece sabe que chegar à essa conclusão não foi nada fácil, mas poucas coisas são tão boas quanto o momento que você chega à essa bendita resposta – e poucas coisas são tão boas quanto ter uma família que te apoia e confia em você para ter o seu próprio tempo pra encontrar essa resposta.

Dois anos se passaram e aquela menina que amava torrar no Sol continua aqui, mas ela usa protetor solar todos os dias, até nos dias cinzentos de Londres. Eu continuo à ter coragem para me jogar no Sol e arriscar, como eu sempre tive, mas eu aprendi muito sobre mim; descobri várias paixões; descobri os meus limites (quase inexistentes, hehe); e aprendi a me virar sozinha (bem) longe de casa.

E não existe nada mais belo do que isso: ter orgulho de si mesmo. Tenho muito orgulho da pessoa que eu sou, da família incrível que eu tenho, das amizades fortes que conquistei e da minha infinita coleção de momentos&histórias.

E eu comemoro esse segundo Londonniversary aqui no Brasil mesmo, no melhor lugar do mundo: na minha casa.

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E eu nem gostava de manga.

Eu tenho uma mangueira no quintal de casa e meus cachorros adoram usar a manga como bola (hehe lindux), mas são 300 mangas caindo ao mesmo tempo, então os cachorros não dão conta e minha mãe sempre dá pros funcionários do condomínio e tal, mas o pessoal lá de casa não é muito fã de manga não.

Mas enfim.

Minha mãe já me perguntou algumas vezes o que faz alguém morar em um país diferente, tentar uma vida diferente, fala que admira quem tem essa coragem e de alguns de nossos parentes que também já fizeram isso.

Sim, requer uma baita de uma coragem, mas pra ser bem sincera, eu nunca pensei na coragem. Claro, que olhando pra trás, eu reconheço que fui muito corajosa, mas a questão é que eu não penso muito nisso. Tem (muitas) horas em que a única opção é ser corajosa, é agir. É isso ou é isso, minha filha – então tem que ser, né? Tem horas que você não tem plano B, tem que improvisar e agir, aprendendo a lidar com as mais diversas situações.

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Mas voltando à pergunta inicial da minha mãe, vocês vão perceber que eu não sei responder isso de uma simplificada. Envolvem muitos fatores… Começando pelo fato de que eu cresci falando que queria morar fora, sempre foi um sonho meu, e assim que descobri sobre o programa de Au Pair, soube que eu tinha que fazer isso.

Eu também estava vivendo um momento em que não estava exatamente realizada em todos os aspectos da minha vida.

Confesso que fiquei uns bons minutos tentando encontrar um jeito de descrever ou explicar o porquê de eu não estar realizada, mas acho que isso é um sentimento muito além de fatores externos. Acho que não tem como eu chegar e culpar a faculdade de Direito por isso. É um sentimento que vem de dentro e que não é culpa de nada e nem ninguém.

Era só um sentimento de que estava faltando alguma coisa. Eu estava precisando aprender mais sobre a vida, mudar, enxergar as coisas de uma maneira diferente.

Então vim pra Londres e trabalhei como Au Pair durante 1 ano e meio, e assim como tive experiências maravilhosas, tenho umas trágicas na conta. Aprendi muito, cresci muito, meus olhos são outros. E como eu disse uma vez pra Bruna: “mais humilde que eu, só o Dalai Lama mesmo” ….ok, talvez ainda falte um pouco de humildade pra mim…. Mas sério, vocês não tem ideia (!!!!).

Agora estou aqui em Londres morando sozinha, e com isso, com certeza um outro capítulo da minha vida foi iniciado. Pago minhas contas com o dinheiro do meu trabalho, trabalho este que adoro muito, apesar de não ser exatamente uma ~carreira~, estudo e tudo+. E nossa, é incrível como essa Londres é gigante, como ela é rica em oportunidades, em cultura, em novidades. São tantas coisas ao mesmo tempo – e eu adoro isso!

Às vezes me pego vivendo momentos em que jamais imaginei – por exemplo, voltando do trabalho com meus colegas (da França e Polônia) pela Oxford Street, ou atendendo clientes no trabalho – e fico imaginando o que meus pais pensariam se me vissem.

Mas, ao mesmo tempo, desde que voltei do Brasil, as coisas estão diferentes.

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Todos os incontáveis ~momento família~ que tive (e minha família é mega grudada, então isso é super normal) me fez perceber que sempre vai ter algo faltando enquanto eu estiver morando em Londres.

Claro que ver a minha irmãzinha o meu afilhadinho crescendo não é fácil. Claro que ver meus pais e familiares por uma tela de telefone não é suficiente. E, claro que acompanhar de longe um problema de saúde que minha avó enfrentou fez o sentimento triplicar.

Eu trabalho num lugar que vende frozen yogurt, sorvete, shakes, crepe e waffle – tudo vegano e gluten free. E um dos vários toppings é a manga, e sempre no final do expediente, eu pego o restante das mangas pra levar pra casa (porque não podemos aproveitar pro dia seguinte).

E amo. Adoro quando tem manga de sobra.

E eu nem gostava de manga.

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#weekendgetaway – Manchester&Liverpool – 13,12/11/2016

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Depois de mais de 1 ano morando em Londres, posso afirmar e gritar aos quatro cantos que uma viagem tem o poder de transformar. Tudo muda quando mudamos a perspectiva.

E, depois de 1 ano em Londres, a viagem já se tornou realidade há muito tempo. E, exatamente por isso, que essa mini viagem pra Manchester e Liverpool foi tão especial pra mim.

it goes without saying que morar em um país diferente não é fácil. Não estou aqui para enganar ninguém, então falo logo que ao mesmo tempo que é INCRÍVEL, essa brincadeira também tem um lado negativo bem pesadinho.

Ando passando por uns pequenos perrengues aqui e ali, e por isso que no minuto em que me distanciei da realidade fiquei toda serelepe.

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JURO. Pergunta pra Chiara. A gente chegou no hostel, deixou nossas malas, e paramos em um lugar de Falafel (#vida) para almoçar. Tudo bem que eu amo falafel, e tudo bem que o preço era bizarramente mais barato dos que os de Londres (pra variar), mas eu fiquei tipo MEGA feliz com aquilo. A Chiara falou que parecia que eu estava bêbada kkk.

Depois, parando pra analisar, eu só estava feliz por estar tendo um break da realidade. Me distanciando, sabe?

Claro que o falafel também ajudou né kkkk.

 

Mas enfim, dito isso, podemos continuar e contar como foram esses dias #DiárioDeViagem.

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Depois do momento **falafel feliz**, nós fomos conhecer a John Rylands Library e lá, um senhor muito fofo nos ofereceu para contar *fatos curiosos* da Livraria. Um deles é que a livraria foi construída por uma viúva, em homenagem a seu marido e que o prédio da Livraria já foi o mais moderno de Manchester. Muito interessante etc&tal.

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Antes da viagem, eu tinha lido na internet que Manchester tinha um Christmas Market bem gigante, talvez um dos maiores do Reino Unido, se não me engano. Ele basicamente se espalha pela cidade inteira, qualquer espaço livre eles aproveitam pra enfiar outra parte do Christmas Market. #AMO

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Manchester tem uma comunidade gay grande, e tem até uma rua mara com várias boates gays, e claro que foi pra lá que saímos a noite. Mas pra ser bem sincera, achei que as músicas deixaram a desejar. Eu estava esperando bem mais, confesso. Mais Britney, Beyonce, Lady Gaga… Mas até quando tocou Lady Gaga, achei as gays bem desanimadas. fazêuquêné…….

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Nosso quarto no hostel e Chiara tentando abrir a janela ao fundo.

Acordamos cedinho no dia seguinte para pegar o ônibus p/ Liverpool. Deixei minha mala no guarda-volumes da estação e continuamos a aventura.

Vaaale ressaltar que fizemos tudo a pé nesses dois dias, tudo bem que caminhamos a lot, mas pegar ônibus/tube/taxi é zero essencial #tipolondres #soquenao .

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**contrastes**

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Liverpool Cathedral

Eu, particularmente, preferi Manchester, mas a maioria das pessoas prefere Liverpool. Senti que Manchester tem mais a vibe de cidade grande, e Liverpool é mais quietinha. Talvez seja porque eu estive em Liverpool em um domingo. Ou não. Sei lá.

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Aquele grupo quase nada famoso, The Beatles, começou em Liverpool, então lá fomos nós atrás do pub que eles costumavam tocar. Teoricamente você tem que pagar pra entrar né.

Mas enfim, o pub é super coolzinho por dentro, eu super iria lá se fosse em Landan.

No snapsave que postei no youtube dá pra ver como é, vou colocar o link do vídeo no final do post.

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Alguém me ajuda e me diz quem é esse Beatle da estátua???? Não fáco ideia.

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Depois disso, continuamos nossa caminhada sem fim e fomos parar em Liverpool Harbour, tipo o porto de Liverpool (??), sei lá, só sei que era uma parte litorânea e com muitas navegações hehehe. E mais tarde, pegamos o bus de volta à cold landannnn e #backtoreality ….

A viagem foi exatamente tudo o que eu precisava, && não seria uma má ideia fazer outra #weekendtrip agora, mas pena que não vai rolar..

  • day 01 – Manchester:
  • day 02 – Liverpool:

Vou deixar aqui embaixo uns quadros que amei no People’s History Museum em Manchester.

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xxxxx

 

 

 

 

505

Estava com as minhas amigas em um pub quando de repente começa a tocar 505 do Arctic Monkeys. E de repente tudo fez sentido.

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É que, apesar de, graças a Deus, volta e meia rolar um Arctic Monkeys nos pubs por aqui, foi a primeira vez que eu ouvi 505 em um lugar além do meu spotify (ou do show deles). E 505 é uma música que marcou uma fase muito ‘conturbada’ da minha vida.

Conturbada não é bem a palavra, mas ainda não encontrei a certa. Vamos ver se ela aparece até o final do post.

A questão é que, eu estava tendo um domingo incrível com as minhas amigas, estávamos todas em uma vibe muito boa, fomos no restaurante em que a Pri está trabalhando, bebemos, comemos, depois fomos pro pub do lado, bebemos e comemos mais, e tudo estava em uma sintonia incrível. E por mais que as palavras e adjetivos que eu estou usando para descrever possam soar meio ‘blêeeh’ #seilá, não sei uma maneira mais precisa de descrever.

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O que eu sei é que eu estava bem, e muito. E, ao ouvir 505, foi como uma mensagem do universo dizendo ‘agora você entende?’.

Sim, agora eu finalmente entendo que “everything happens for a reason” – e eu sempre tive uma certa resistência pra achar o sentido dessa frase.

Cada detalhezinho da minha vida, cada dificuldade e cada vitória, me levaram à aquele momento em que eu estava curtindo um domingo com as minhas amigas que, há um ano atrás eu não sabia da existência, mas que já são pedaços importantes da pessoa que me tornei. Tudo me levou à essa  experiência que me desafia e me transforma todos os dias, em um lugar que é exatamente o oposto do que cresci, e agora, posso dizer do fundo do meu coração que sou muito grata à tudo que me trouxe para a realidade que vivo hoje.

Stop victimizing yourself.

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De uns tempos pra cá eu ando totalmente viciada em livros com uma pegada self help + motivação para crescer na vida, tipo: #girlboss, leave your mark, you’re a badass, gorilla mindset, crush it (…) e em ouvir podcasts nesse estilo também, tipo: him&her podcast, #girlboss radio, mike cernovich, e por ai vai. E venho aprendendo muito com eles, mudando&adaptando muitos aspectos da minha vida.

Ok. Até que outro dia, caminhando para o meu trabalho da manhã e ouvindo um podcast que falava do problema de se vitimizar e fazer algo à respeito, resolvi acordar.

No primeiro momento, eu estava pensando nas pessoas ao meu redor e em como elas poderiam parar de se vitimizar e mudar a vida delas.

Até que, finalmente, consegui enxergar o meu próprio umbigo e perceber uma tecla que eu venho tocando bastante: do desconforto que é morar numa casa de uma família que não é a minha #aupairlife.

O fato é que eu estou há mais de um ano morando fora de casa, em um lugar que eu posso chamar de home ao invés de house, you know what I mean? #opsfaleieminglês #lucianagimenezfeelings, e eu falo reclamo muito disso com as pessoas ao meu redor.

(para entender a piada, https://www.youtube.com/watch?v=8cuxqhYpI-k 0:28)

Tá, e ai?

E ai que essa foi a escolha que eu fiz, and this is what you came for, queridinha. São nesses (vários) momentos que o crescimento acontece, e não, isso não mudou o fato de eu continuar não me sentindo 100% confortável aqui, MASPORÉMENTRETANTO , isso mudou a maneira como eu reagia à essa situação.

Eu não sou obrigada à ficar aqui, o momento que eu quiser eu posso fazer as malas e meter o pé *eu não sou obrigada à nada, NADA!!!* (kkkk), mas, falando sério agora, se eu não estou gostando da situação, simples: mude a situação. Mas eu não quero. E por quê? Porque a situação não é tão ruim assim, muito pelo contrário. Colocando na balança, o lado positivo pesa BEM mais.

Então, meus caros, só resta a mim abraçar essa situação e tudo que ela tem a me oferecer, e quando eu sentir que a balança está pesando pro outro lado, e não acrescentando tanto à minha pessoa,

valeuvaleu

#tchauebenção

O dia em que eu abri a cabeça em Londres (literalmente)

Semana passada eu estava cortando o cabelo quando a cabeleireira, brasileira muito fofa por sinal, perguntou da minha cicatriz na cabeça, ela achava que tinha sido algo na infância.

……não foi bem assim, hehe, tinha sido aqui em Londres, expliquei para ela, há alguns meses atrás, no dia 03 de julho desse ano, para ser mais precisa.

shit really DOES happen, you know?

Tudo aconteceu assim::: era um domingo e eu minhas amigas resolvemos ter um dia diferente, fomos no Cereal Killer em Brick Lane.

Tem uma fila básica que vale a pena para você escolher o seu cereal, eles tem TODOS os tipos possíveis e imagináveis, SÉRIO! E vários toppings, várias coisas, muito delícia, uma obra de Deus na Terra.

Depois, resolvemos ir para um templo Hindu aqui – a gente estava realmente em ter um dia diferente – foi uma missãozinha básica chegar lá mas foi uma experiência muito interessanty.

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Depois, sem muito mais o que fazer, resolvemos comprar umas cervejas&snacks e ir para Trafalgar Square…….. tchãnãnãnnnnn

Tava um dia muito bom, uma vibe muito boa, e do nada resolvemos sentar no monumento que, depois do corrido, descobri que se chama Nelson’s Column.

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Nelson’s Column é esse treco gigante ai no meio.

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E a gente estava sentada lá. hehe.

Como vocês podem ver nessa foto, não é tão anormal assim subir e ficar por ali, anormal mesmo é quando a sua amiga desce de lá, fala pra você subir nas costas dela e você topa.

Ai já viu, né?

Cai de cabeça no chão e, pra dizer que eu não avisei, AS PRÓXIMAS FOTOS PODEM SER FORTES. Não são super sinistras mas podem ser fortes.

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Nem precisa falar que depois disso o pânico foi TOTAL né.

Eu liguei pra Fernanda, minha querida&amada ex host mom, pedindo pelo número da ambulância, liguei, e depois de MUITO tempo na linha, as respondendo as perguntas mais inúteis&irritantes da vida, ela falou que a ambulância chegaria em uns 30-60 minutos.

MANO, eu não tava podendo esperar né???? Ai eu chamei um uber e fomos pro hospital.

Conseguimos o tal do domingo diferente né.

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Não preciso descrever muito a tensão que foi, acho que vocês podem imaginar, mas o que foi pior pra mim foi a frieza com que o hospital tratou isso, foi bizarro e muito agoniante!!!!! Eles estavam cagando pra mim, demoraram mil anos pra me entender, foram 300 etapas, fiquei horasss lá.

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Meu pai falou que a demora pode ter sido um modo de eles observarem se eu ia apresentar algum sintoma tipo desmaio, tontura, coisas assim. Mas, GRAÇAS A DEUS, não, nada.

Amém, né? Muita sorte cara. Muita mesmo. Graças a Deus….!!

Vocês conseguem imaginar o coração dos meus pais nesse momento? Tensão totaaal cara…

No final das contas, eles passaram cola no ferimento. Soa bem esquisito, mas é um procedimento normal aqui.

Então foi basicamente isso, passaram cola, fiquei 1 longa semana sem poder lavar o cabelo e tipo, eu lavo o cabelo every single day, então foi TENSO. Mas fora isso, nenhum efeito colateral disso – ainda. too soon for this kind of joke?

 

God Bless Steve Jobs

E aí a sua irmã te manda um áudio que, no primeiro momento, te bate uma preguicinha de ouvir, mas, ao ouvir os primeiros segundos, seu coração já aperta e ao final do áudio você sente algumas lágrimas escorrendo.

Ela estava me falando que estava levando o Caelzinho para a creche no meu carro, e ele ficava falando “carro da Lalá, carro da dinda, carro da Lalá, carro da dinda”, ele foi até a porta da sala com a chave do meu carro na mão e falou pra professora que veio no carro da Lalá. A professora perguntou *who the hell* is Lalá, e a minha irmã explicou, e, a professora “AHH, então a dinda e a Lalá são a mesma pessoa?? ele fala muito da dinda: que falou com a dinda na câmera, que a dinda ta viajando…. Mas a dinda viaja bastante, né?” – A dinda viajou tem mais de um ano e ainda não voltou, explicou a minha irmã.

***coração partindo em mil pedacinhos***

…….E quando o meu pai me liga no facetime e a minha irmãzinha de 2 anos berra ao fundo “ooiiiiii maniiiinhaaaa”

Alguém me ensina como lidar com essas coisas?

Morar em outro país é uma experiência INCRÍVEL, viver em Londres é mais incrível ainda, as histórias, as experiências, o tanto que eu mudei&cresci aqui são impossíveis de expressar em palavras, mas tem vezes que a saudade aperta e bastante…

Mas tudo bem, amanhã eu e minhas amigas faremos um picnic no Hyde Park e  vamos sair à noite por Camden Town, e, rapidinho reaprendo a focar nos – infinitos – lados positivos dessa experiência enquanto assisto a vida que “deixei” através da tela do iphone.